As Musas Esqueléticas http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/ "Vinde cá, meu tão certo secretário
Dos queixumes que sempre ando fazendo"

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en-us 2007-09-19T21:51:57+00:00
<![CDATA[<b>Fim</b>]]> http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_09.html#254692 Este blogue morre aqui. A poesia é inútil, mas indispensável aos poucos que a lêem ou que a lêem e a escrevem por necessidade biológica. Por isso, continuará algures, com residência sem número de porta, em data que não se... mb 2007-09-19T21:51:57+00:00 FIM DE FÉRIAS http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_07.html#253876 As mulheres no frágil fim de Agosto e o amor que há-de chegar ou não chegou ou partiu, e todavia os seios que se soltam em blusas leves, estremecendo, guardados por botões tão pequenos. A pele branca onde o sol... mb 2007-07-19T01:36:45+00:00 Lua Cheia http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#253386 Vê, no espanto da lua, quanta gente caminha, quanta gente vem subindo ao luar desde o fundo dos anos: às vezes o verão, de noite, traz um cortejo assim, seres já sem nome, e se o vires, descobres que longos... mb 2007-05-31T09:13:09+00:00 O Comboio http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#252294 O comboio partia precisamente quando os pássaros chamavam a luz do sol aos ramos da araucária. Estavam no lugar onde ambos podiam redimir-se, no lugar onde o afecto os salvaria, não tanto como àqueles pássaros agitados ainda no fim da... mb 2007-05-25T14:18:03+00:00 Mosteiro de Cós http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#253164 Sentámo-nos a meio do tempo incessante, entre os restos de Cós, um comércio em ruínas e a estrada onde carros passam como símbolos de hoje e lembram o motivo de a loja ter fechado, dizem para que a terra continue... mb 2007-05-23T22:26:30+00:00 Lugar Interior http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#253120 Ali, sob os carvalhos, poderíamos estender a toalha na recém ceifada terra, a sombra e a luz do sol, as encostas do tempo em que ficaram quietos os penedos de lava, os números digitais ausentes como nos morangos silvestres que... mb 2007-05-22T03:08:19+00:00 Não se lembra http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#250790 Pede um poema alegre neste tempo em que vamos migrando de nós para lado nenhum, bebendo a luz do sol, tão inscientes como Ricardo Reis com Lídia. Não se lembra de que é tudo uma urgência, embora os mesmos velhos... mb 2007-05-12T23:09:54+00:00 Sem Metafísica http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#251909 Este silêncio sem os pássaros idos da infância, com árvores apenas árvores, com montanhas que são montanhas e as estradas de sempre que se afastam da terra prometida por nenhum deus &#8213; palavras para nomear coisas cruas, desabitadas de quarta... mb 2007-05-12T09:11:45+00:00 Tema em desuso http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#252746 Hoje ninguém escreve sobre a luz coada da floresta, ninguém diz o ar, a mutação lenta das folhas, movimento perpétuo de onde vínhamos. Nascemos multidão, e a fala surge com palavras estranhas à velha ordem, difundidas por todos os canais... mb 2007-05-09T17:36:11+00:00 O Dia de Hoje http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#252647 Não podemos viver nos intervalos e não é bom fazer projectos porque o futuro vai somente até uma semana após o dia de hoje e um quarto casual fecha depressa. Oxalá a memória chegue para habitar quartos vazios com... mb 2007-05-06T09:42:09+00:00 FUGA http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#251651 Diz-me com o teu rosto claro, com os teus olhos mutáveis na luz do sol e nessa que me escondes e que nasce do tempo acumulado em casas destruídas, em castelos reais ou a fingir, em rios e no mar... mb 2007-05-04T16:12:02+00:00 MARINHA http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#251624 Fingia ou divagava se dissesse seria aquele mar que havia de acolher-me o corpo. O mar nunca foi Deus nem Deus se fundiria com o mar na infinita distância com que governaria o mundo. Assim sobeja parte desta gente cada... mb 2007-05-03T10:54:01+00:00 EXCERTO DE UMA FALA http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#252483 Haverá uma igreja nesta cidade apenas de subúrbios onde se possam juntar os nossos mercenários e dizer-lhes que Deus os favorece sem o peso da culpa e que por isso ninguém os julgará, que as suas arruadas são ungidas pela... mb 2007-05-01T15:52:44+00:00 Palavras Diversas http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_04.html#249644 Muitas vezes ficamos esquecidos do modo de existir por dentro, esse com que as palavras nos definem a vida e o pensamento em música. Mas tu sabes e eu sei que as palavras não valem um sorriso, não valem, no... mb 2007-04-09T20:39:38+00:00 Sobre o acaso http://musas_esqueleticas.weblog.com.pt/arquivo/2007_03.html#249057 Quando desceu do eléctrico em Lisboa pela primeira vez era tarde demais para saber o que haveria em si, que luz além da ardência que entontece as praças de verão, que esperança teria, salvo aquele impulso de árvores. Era tarde... mb 2007-03-26T21:18:59+00:00